Como fazer a extensão de coluna corretamente?

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Na maioria das aulas de Pilates o movimento de extensão de coluna geralmente é esquecido ou pouco explorado. É comum encontrar professores que têm dificuldades para ensiná-lo ou que não se sentem totalmente satisfeitos com os resultados das execuções de seus alunos. A verdade é que uma boa indicação do movimento de extensão poderá levar a um notável aumento na mobilidade da coluna.
A extensão é de vital importância em aulas de Pilates, pois é um dos movimentos mais funcionais e comuns em nosso dia a dia. Para os alunos com osteoporose é a diferença entre manter viva a sua relação com o mundo ou decair até uma posição cifótica que lhes incapacita de realizar diversas ações e viver de forma saudável.

Em alunos com padrão flexor são inúmeros benefícios da extensão: conseguir aumentar a extensão torácica ou fazer uma boa extensão do quadril durante a marcha repercute diretamente na melhora postural e mobilidade. Uma parte importante dos problemas cervicais e lombares está diretamente relacionado com a falta de mobilidade torácica, especialmente na extensão.

O desempenho de tenistas, golfistas e outros praticantes de esportes de elite (ou amadores) depende diretamente da sua capacidade de realizar uma extensão segmentada e equilibrada através de toda a sua coluna. Assim, a energia gerada pelos músculos do tronco se distribui eficientemente até os membros otimizando o desempenho atlético. A extensão também nós permite evitar o aparecimento de problemas lombares típicos que ocorrem devido à mobilidade excessiva no segmento lombar mais baixo.

Nos últimos meses (graças à cobertura da mídia mundial a atletas como Nadal e Verdasco), as lesões musculares abdominais ganharam alguma relevância. Estas lesões são geralmente produzidas através da realização de exercícios de treinamento com predominância excessiva de flexão. O excesso de trabalho muscular concêntrico (flexionado) provoca uma sobre-excitação do sistema nervoso que tende a reduzir e compactar as fibras musculares do abdômen. Quando o atleta quer executar um movimento ou um “Swing”, seu sistema nervoso solicita uma contração excêntrica das fibras até a extensão, e aqui é quando o desequilíbrio muscular impede o correto deslizamento das fibras musculares, o que pode causar uma pequena ruptura fibrilar.

Fonte: Artigo traduzido e adaptado pela redação da Revista +Q Pilates. Conteúdo gentilmente cedido pela Polestar Pilates Espanha. Saiba mais em: http://goo.gl/MWISSV

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