A importância da Avaliação Postural

6060

Por Maria Militão

Um bom planejamento vem através de um bom diagnóstico.

Como montar uma boa aula de Pilates sem antes ter um diagnóstico postural de seu aluno? Esse é o desafio do instrutor de Pilates.

Muitos, por falta de tempo ou espaço físico, realizam apenas uma entrevista com seu aluno, mas o profissional que consegue realizar uma avaliação postural, sem dúvida irá montar um treinamento muito mais específico e objetivo.

A avaliação é um processo pelo qual podemos, subjetivamente e objetivamente, exprimir e comparar critérios. Ela determina a importância ou valor da informação coletada e classifica os avaliados, mas o importante é não comparar o avaliado com a média populacional e sim ele com ele mesmo.

Existe a avaliação postural estática e dinâmica, cada uma com suas características. Um grupo de estudantes pesquisou qual seria a melhor maneira de avaliação postural e concluiu que a melhor forma é realizar as duas avaliações juntas. Normalmente a avaliação dinâmica acaba confirmando as observações da avaliação estática.

Cada profissional, seja ele educador físico ou fisioterapeuta, irá abordar o tipo de avaliação que melhor lhe representar.

Como sou Educadora Física, costumo realizar a avaliação dinâmica em meus alunos e uma anamnese e a partir daí iniciar um plano de treinamento. Saber interpretar os dados é fundamental para prescrever com qualidade, ou seja, um bom planejamento vem através de um bom diagnóstico.

Em uma avaliação do Pilates sugere-se observar força geral, organização, amplitude de movimento e mobilização articular. Por isso não usamos testes clássicos da musculação, como, por exemplo, quantos abdominais ou quantas flexões meu aluno faz em um minuto. No Pilates, trabalha-se de outra maneira e esse tipo de teste, ao meu ver, não ajuda, portanto é necessário realizar testes específicos para o método Pilates. Testes estes que serão úteis na programação do planejamento de aula do seu aluno.

Após realizar a avaliação verifico quais os problemas posturais que o aluno possui, quais as limitações, fraquezas musculares, encurtamentos, rigidez articular, etc. Verifico também, quais os objetivos do aluno com o Pilates e quais serão as estratégias que deverão ser utilizadas para o plano de aula.

Uma reavaliação deve ser feita a cada três meses, aproximadamente, para que o professor e o aluno possam ver a evolução desse treinamento e adequar qualquer modificação necessária para que o aluno continue progredindo.

Afinal, já dizia Joseph Pilates: “Com 10 sessões você perceberá a diferença, com 20 sessões os outros irão perceber a diferença e com 30 sessões você terá um novo corpo.”

Então, quando realizar a avaliação? No início, durante e no final do planejamento. Lembrando que ao finalizar o planejamento inicial, o profissional lançará novos desafios e objetivos, formando assim, um ciclo de treinamento a longo prazo, onde o aluno e o professor, juntos, irão traçando metas e objetivos para melhorar cada vez mais.

Referências Bibliográficas:
Pilates J.H, Miller W.R. A obra completa de Joseph Pilates. Ed Phorte. São Paulo, 2010.
Marin, F.M Efeitos do treinamento de pilates sobre a capacidade funcional e qualidade de vida em indivíduos saudáveis. Florianópolis, 2007.
Garcia et all. Avaliação isocinética da musculatura envolvida na flexão e extensão do tronco: efeito do método Pilates®São Paulo, 2004.
Guerinoet all. Postural evaluation static and dynamic: a comparative study. Fisioter. mov; 13(2): 15-20, São Paulo, 2001.

Deixe um comentário:

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.