Método Pilates e o Turnout de jovens bailarinas

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Nesse artigo apresento resultados encontrados em uma pesquisa que realizei com minha aluna de mestrado Isabel Giovannini Komeroski e com minha aluna de especialização no Método Pilates, Camila Dall’Agonol, na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nessa pesquisa contamos com a colaboração de Laura Ruaro Moraes, Licenciada em Dança e mestranda em Ciências do Movimento na UFRGS, e de Débora Cantergi, doutora em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS.

Turnout

O turnout é um movimento de rotação externa do quadril, executado nas posições básicas do ballet clássico. Muitas bailarinas clássicas desejam alcançar um grau elevado desse movimento, almejando atingir um ângulo de 180 graus de rotação externa entre os pés. Nesse sentido, busca-se encontrar métodos de treinamento muscular que auxiliem no aumento desse grau de amplitude. Dentre estes métodos, o Pilates pode ser uma alternativa.

Dessa forma, buscamos, através de um estudo científico, verificar o efeito de 24 sessões do Mat Pilates Clássico, de nível básico e intermediário, sobre a amplitude do turnout de bailarinas entre 10 e 13 anos.

Participaram do estudo 8 jovens bailarinas que foram divididas em dois grupos:
4 bailarinas que praticaram Mat Pilates e aulas de ballet clássico (grupo intervenção), três vezes por semana; e,
4 bailarinas que só fizeram aulas de ballet clássico (grupo controle), três vezes por semana.

Utilizamos o Functional Footprint® rotational instrument (Balanced Body Inc.) para medir a amplitude do turnout nos dois grupos que participaram do estudo antes e depois das aulas praticadas. Para comparar os resultados encontrados nos dois grupos utilizamos um teste estatístico denominado “Teste t”.

Foto – Functional Footprint® rotational instrument (Balanced Body Inc.)

 

O grupo denominado intervenção teve uma média de 102º graus entre os pés antes da prática do Mat Pilates associada as aulas de ballet clássico; e, 116º graus depois dessa prática.

O grupo controle teve uma média de 107º graus entre os pés antes da prática das aulas de ballet clássico; e, 112º graus depois dessa prática.

Após a aplicação do teste estatístico, verificamos que houve um aumento significativo na amplitude do turnout do grupo intervenção, que praticou Mat Pilates+ballet clássico; não havendo aumento significativo no grupo controle, que só praticou ballet clássico.

Assim, através dos resultados encontrados, acreditamos que o Método Pilates pode ser uma ferramenta eficiente para colaborar no aumento do turnout de jovens bailarinas, auxiliando na melhora da sua performance.

 

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